Por que Investir na Bolsa?

As bolsas de valores e o mercado de capitais ainda são vistos pela maioria das pessoas como algo distante, de natureza complexa, totalmente afastado do dia a dia e da realidade. A vinculação desse mercado com poupança, desenvolvimento e crescimento econômico não é sequer sonhada. Não são incomuns também considerações depreciativas sobre o mercado como um meio de proporcionar ganhos decorrentes de vantagem indevida ou proporcionados pela sorte no jogo.

O mercado muitas vezes é visto como um local em que predomina a sorte ou, pior ainda, a informação privilegiada, o ganho fácil para poucos, o jogo pesado e resultados incertos. A visão de um mercado organizado, servindo ao interesse mútuo de poupadores e investidores e com retornos no longo prazo, é pouco disseminada. Também é pouco disseminado o importante papel do mercado para as empresas, para os poupadores e para o desenvolvimento econômico do país.

No Brasil apenas uma pequena parcela da população tem condições para (ou sequer consegue) construir uma poupança de longo prazo. Dentre esta, uma parcela menor ainda tem o hábito de investir no mercado de capitais, e as poucas pessoas que o fazem, na maioria das vezes fazem aplicações de caráter especulativo, no intuito de tentar tomar vantagem de pequenos movimentos de preço e não como um investimento de longo prazo, buscando a valorização de suas ações, recebendo dividendos e utilizando estratégias para rentabilizar suas carteiras.

Precisamos difundir em nossa sociedade uma cultura de poupança, assim como faz a população de países como Japão e Alemanha. Mensalmente ou sempre que possível, devemos destinar um percentual do que recebemos para algum tipo de investimento, no intuito de criar uma poupança de longo prazo, para futuramente usá-la quando precisarmos ou imobilizá-la em investimentos mais “sólidos”, como imóveis por exemplo. Cabe a cada um definir qual a quantidade do seu salário, rendimentos de aluguéis, de vendas, dentre outros, que irá periodicamente alocar em investimentos de longo prazo, seja em renda fixa ou variável.

“O que quer que se diga em louvor da pobreza, o fato é que não é possível viver uma vida realmente próspera e de sucesso quando não se é rico”.

Wallace D. Wattles

Um tipo de investimento é qualificado como investimento em renda variável quando não se conhece a sua taxa de rentabilidade e nem o seu prazo de resgate. Porém, se a escolha for criteriosa, diante de opções bem avaliadas e no momento certo, a aplicação em renda variável poderá proporcionar ao investidor um retorno maior do que o obtido em aplicações de renda fixa. Geralmente os investimentos em renda variável são recomendados para prazos mais longos e para investidores com maior tolerância às variações de preço dos títulos, muito comuns nesse mercado. A grande verdade é que aprender a operar no mercado custa tempo e dinheiro, assim como qualquer outra atividade que se queira desenvolver de forma profissional.

Historicamente o mercado de ações tem demonstrado que é uma aplicação característica de longo prazo, o que pode ser comprovado ao se consultar as diversas publicações da imprensa e sites que abordam o mercado financeiro. Todos aqueles que se interessam pelos mercados de capitais desejam encontrar a chave para um investimento consistente e lucrativo. Um exemplo disso foi a valorização do Ibovespa, principal índice da bolsa, que de 1968 a agosto de 2006, rendeu mais de 100 vezes o valor investido. A análise da variação do Ibovespa nos últimos 10 anos mostra que investir em ações é uma opção bastante rentável para quem tem um projeto de longo prazo. O índice teve variação positiva de 379,4% entre novembro de 2000 e outubro de 2010. Alem disso, é também importante saber que o investimento em ações representa apenas uma fatia de muitas opções de investimentos em renda variável e fixa disponíveis no mercado de capitais.

Outra questão fundamental que se deve levar em conta é o aspecto da liquidez dos mercados, que nada mais é do que a facilidade de comprar e vender há qualquer momento. Sem contar o importante fator da volatilidade nos preços. Esta significa movimento, variação de preços. É a medida da amplitude das variações de um ativo. Diz-se que o mercado está volátil quando as variações de preços são intensas e constantes. Diz-se que um mercado não está volátil quando as variações de preços são pequenas e pouco freqüentes.

Aqueles que buscam investimentos de renda variável procuram auxiliar sua aposentadoria ou sua estabilidade financeira por meio de aplicações que proporcionem maior retorno ao longo do tempo. Operar no mercado financeiro requer uma dedicação maior, ainda que não exclusiva, para desenvolver estratégias através do estudo e do treinamento. Remunerar capital já existente e juros sobre juros no longo prazo é quase que a única forma de um pequeno investidor acumular e consolidar um considerável patrimônio com o auxilio do mercado financeiro.

O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc. Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazo, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas. Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na aquisição de ativos de renda variável recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos.

O risco do acionista de uma empresa se limita ao montante investido nas ações da companhia. Esta por sua vez, deve manter públicos os resultados, balanço e demonstrações financeiras, e seus dirigentes são eleitos para mandatos periódicos. Essas são as principais características de uma companhia de capital aberto.

“A vantagem de brincar com fogo é que se aprende a não se queimar”.

Oscar Wilde

Qual o valor mínimo para investir em ações?

As ações são negociadas em um Lote Padrão, ou seja, uma quantidade mínima de ações negociadas. Abaixo desta quantidade só podem ser negociadas no Mercado Fracionário, o qual permite aportes de pequeno valor.

Lote-padrão: Ações normalmente são negociadas em lotes de 100. Mas podem ser negociadas em lotes unitários ou de quantidades mínimas de 100 (cem), 1.000 (mil), 10.000 (dez mil) ou 100.000 (cem mil) ações, conforme especificação feita pela Bovespa para cada companhia. Portanto, se você optar por negociar pela quantidade de ações tenha isso em mente. Exemplo: a ação que você quer comprar custa R$ 10,00. Se você comprar um lote, o investimento será de R$ 1.000,00 [100 (lote-padrão) x R$ 10,00 (o preço unitário da ação)]. Quantidades inferiores ao lote padrão poderão ser negociadas no mercado fracionário.