Suporte e Resistência

O conceito de suporte e resistência está intimamente ligado ao conceito de oferta e procura. Reflete a ideia de comprar barato e vender caro, intenções de qualquer investidor. Como já foi dito o mercado não se move de uma forma linear, é composto de “topos” e “fundos” que, de acordo com sua direção principal, compõem uma tendência maior.

Estas mesmas ondas se subdividem em oscilações de prazos e amplitudes ainda menores. Os fundos dos movimentos anteriores permitem identificar previamente regiões no gráfico nas quais tende a haver um aumento da procura, o inverso ocorrendo nos topos anteriores, onde há aumento na oferta. Logo, suporte é um ponto onde a queda dos preços é interrompida por um aumento na força de compra, e resistência é um ponto onde a alta dos preços é interrompida por um aumento na força de venda.

A análise do suporte e da resistência é o mais importante e significativo indicador na análise gráfica, pois uma tendência tende a prosseguir até que surja algum sinal de sua reversão. E este sinal também será indicado na linha de tendência de suporte ou de resistência. Num nível de suporte, os investidores presumem que as cotações evoluam para valores acima desse ponto. No caso de um nível de resistência, os investidores estimam que as cotações do ativo evoluam para valores abaixo desse ponto.

No entanto, não se pode interpretar os níveis de suporte e de resistência como limites absolutos para a tendência dos preços. É comum que haja rompimento destes limites, sendo um importante sinal para o investidor. Níveis de suporte e resistência predizem reversões ao serem tocados ou marcam um forte movimento de continuação da tendência dos preços ao serem rompidos.

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Warren Buffett

Temos uma indicação de alta quando os preços atingem um nível de suporte e começam a subir, ou, quando atingem um ponto de resistência e o rompem, subindo ainda mais. A indicação de baixa ocorre quando os preços atingem um ponto de resistência e voltam a cair, ou, quando atingem um suporte e o rompem, caindo ainda mais. Os níveis de suporte geralmente são antigos fundos de mercado ou antigas fases de acumulação. Já os níveis de resistência são antigos topos de mercado ou antigas fases de distribuição. Quanto mais tempo os preços negociam próximos destes níveis, mais relevante se torna a resistência ou o suporte.

Ao traçar as linhas de suporte e resistência, o investidor define qual é a tendência do mercado (alta ou baixa). O objetivo ao traçar a linha de resistência é unir o maior número de pontos de máximos de preço, e para a linha de suporte, unir os correspondentes mínimos de preço. De maneira geral um mínimo de 3 pontos é suficiente para tornar uma reta confiável, mas quanto maior o número de pontos atravessados maior será sua credibilidade.

É importante definir alguns fatores psicológicos envolvidos no suporte e na resistência. Ao identificá-los nos gráficos, sabemos que muitos investidores estão dispostos a se comprometerem, comprando ou vendendo num determinado nível, o que aumenta muito nossa confiança na operação. Caso os pontos de suporte ou de resistência falhem, sabemos que muitos outros investidores erraram também, o que leva a um impacto menor em nossa auto-estima. Assim, mais do que zonas de pressão compradora ou vendedora, suportes e resistências são níveis de maior segurança psicológica.

Esses níveis sempre existirão. Aprender a operar de acordo com eles lhe trará ótimos resultados. Assim, recomenda-se que a análise do suporte e da resistência seja feita a partir de gráficos semanais num período de 3 a 5 anos, com o objetivo de definir a tendência primária do mercado, e posteriormente, no gráfico diário do presente ano para definir a tendência de curto prazo. Quanto maior a periodicidade examinada, mais significativos são os seus topos e fundos principais e, logicamente, também os níveis de suporte e de resistência. Quando em dúvida com relação à tendência examine gráficos em períodos maiores.

Esta é a base da análise gráfica, o restante dos indicadores, tais como candlestick e indicadores técnicos (medias moveis, estocástico, etc), devem ser usados para confirmar a tendência definida por essas linhas, possuindo uma função secundária na análise gráfica.

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Jesse Livermore

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