Teoria Dow – Primeiro Princípio

Charles H Dow fez uma série de observações sobre os movimentos dos preços, caracterizando aspectos psicológicos marcantes de cada fase e definido a tendência cíclica do mercado. A teoria de Dow é a base da análise técnica, possuindo 6 princípios fundamentais:

1o O preço reflete todos os fatores envolvidos no mercado.

Segundo a análise técnica, todos os fatores que podem influir no preço de um determinado ativo já estão precificados pelo mercado. É a ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem informados até os muito inexperientes, que no leilão, determinam este preço. Mesmo que alguém tenha conhecimento de todos os fatores fundamentais que afetam o preço de um ativo, ainda assim não terá todos os dados necessários para compreender a formação dos preços, porque não são estes dados em si que determinam os preços, mas sim a forma que os participantes do mercado reagem a estes fatores.

Na prática a análise técnica afirma que o mercado corresponde à soma dos desejos, medos e expectativas das pessoas. Logo, a cotação atual de um ativo reflete toda a informação que se conhece acerca dele. Todos os fatores, tanto os de oferta quanto os de procura, somados à psicologia das massas, seus medos e esperanças, estão reunidos no próprio preço e, portanto, é este que deve ser estudado.

A Teoria Dow afirma que o preço praticado pelo mercado em qualquer momento é o preço justo do ativo, não havendo ativo avaliado para mais ou para menos. Em suma, quem comanda as oscilações das cotações não são os fundamentos de um ativo, mas sim o somatório das opiniões de todos os participantes do mercado sobre esse ativo e suas expectativas com relação ao seu futuro. Isto é, a situação presente do mercado é uma antecipação do futuro e não um reflexo do passado. Assim, o preço da ação de uma empresa está baseado na expectativa futura de seus resultados, principalmente da sua capacidade de crescer e de gerar lucro.

“Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal.”

Platão