Investimentos de Renda Fixa

Pessoas que têm o hábito de poupar ainda quando jovens, periodicamente fazendo novas aplicações em seus investimentos, conseguem acumular um grande patrimônio no final de 20 a 30 anos, colocando os juros compostos para trabalhar a seu favor. Por isso, procure poupar periodicamente um determinado percentual de tudo que você ganha. Aqueles que deixam para guardar o que sobra apenas ao final do mês tendem a gastar de mais, não sobrando nada para poupar.

Antes de decidir onde investir o dinheiro que você poupar é preciso definir o horizonte do investimento. Caso você precise desse capital no curto prazo, num intervalo de 1 a 3 meses, o ideal para você será investimentos de liquidez diária, tais como CDBs e CDIs pós-fixados e caderneta de poupança. Para horizontes de longo prazo, a partir de 6 meses, valerá a pena abrir mão da liquidez diária em investimentos que lhe proporcionarão maior rentabilidade, tais como títulos públicos, debêntures, CDBs prefixados e fundos de renda fixa.

“Se você é capaz de distinguir entre o bom e o mau conselho você não precisa de conselho.”

Outra questão importante é que não basta poupar, é preciso saber investir o seu dinheiro. Independente de estar na renda fixa ou na variável, um incremento de 1% ao ano na rentabilidade anual de um investimento durante 20 anos fará uma expressiva diferença no montante final atingido. Em razão disso, você deve sempre ficar atento às taxas de administração cobradas pelos bancos, corretoras e administradoras de fundos de investimento.

Pequenas diferenças nas alíquotas das taxas cobradas, bem como na taxa de retorno oferecida, farão grande diferença na rentabilidade do investimento quando projetadas num horizonte de alguns anos. E também se torna fundamental pesquisar investimentos mais vantajosos e que apresentem melhor rentabilidade no longo prazo, como é o caso daqueles que remuneram através de juros compostos tal como o CDI. Títulos públicos e debêntures, por outro lado, remuneram através de juros simples.

Em qualquer tipo de investimento é fundamental fazer com que os juros trabalhem a seu favor. Estes representam a remuneração dada pelo aporte do capital. Os juros podem ser capitalizados segundo os regimes simples ou compostos (juros sobre juros). No juros simples somente o principal rende juros, o saldo cresce em progressão aritmética, ou seja, só valor inicial investido rende juros. É o caso dos títulos públicos e de algumas debêntures.

No caso dos juros compostos, após cada período os juros pagos são incorporados ao capital inicial, proporcionando juros sobre juros. Neste caso, o saldo total do investimento cresce em progressão geométrica, ou seja, além do principal, os retornos obtidos também são corrigidos pelos juros do período subseqüente. É o caso da poupança e da maioria dos CDB’s, CDI’s, LCA’s e LCI’s.

“A sociedade produziu uma revolução na medicina que aumentou a vida do homem, mas ela não foi capaz de criar uma revolução financeira que a sustentasse com dignidade”.

John F. Kennedy

A avaliação desses fatores é fundamental para quem investe em renda fixa, pois o horizonte desses investimentos é de longuíssimo prazo. Altos custos com taxas de administração e impostos, juntamente com a depreciação causada pela inflação, podem acabar com a rentabilidade de um investimento de renda fixa, ou mesmo, fazer com que tenha um resultado negativo no longo prazo, caso a depreciação causada pela inflação, taxas e impostos seja maior do que o retorno obtido através dos juros.

Esse é o maior risco do investimento de renda fixa, a baixa rentabilidade. No longo prazo isso pode fazer com que você não atinja seu objetivo de rentabilidade. O Brasil vive um momento de corte de juros, aumento da inflação e estímulo ao endividamento. Quando descontados o imposto de renda e as taxas de administração, com o passar dos anos investir em renda fixa praticamente significa perder dinheiro.

O aumento da inflação reduz o retorno de qualquer investimento, principalmente em ativos de renda fixa, e por diversas vezes os governos mostraram que perderam o controle da inflação, levando a economia dos países a processos hiper-inflacionários. Portanto lembre-se: Seus investimentos terão que lhe render no mínimo a inflação do ano para que você fique no “zero a zero”, o que atualmente será muito difícil de se conseguir apenas com investimentos de renda fixa.

Uma solução é investir em renda variável, mas trabalhando com um horizonte mais longo (5 a 10 anos). No curto prazo a volatilidade e os movimentos de correção da tendência dos preços são tantos, que dificilmente alguém que não acompanhe e não estude o mercado conseguirá ganhar dinheiro de forma consistente, sendo comprovado que aqueles investidores que mantém posições de longo prazo têm maior rentabilidade do que a maioria dos “jogadores” de curto prazo. Quanto menor o horizonte de um investimento de renda variável, maior a dificuldade em tentar predizer o que irá acontecer e, consequentemente, de se obter sucesso operando no mercado com grande frequência.

De fato, a maioria dos investidores que operam hoje no mercado possui ou possuía investimentos de renda fixa. Começaram poupando e investindo em renda fixa, e a partir de certo momento, foram aos poucos assumindo riscos no mercado de renda variável em busca de uma maior rentabilidade.

Tenha sempre em mente que mais importante do que a escolha dos ativos em que você vai investir é saber balancear bem seu patrimônio. Isso quer dizer definir percentuais para investimento de renda fixa e de renda variável, bem como realocá-los de acordo com os seus desempenhos ao longo do tempo e ajustá-los às mudanças no ciclo econômico.

Não existe uma proporção padrão que se aplique a todos os perfis de investidor. O mais importante é nunca destinar para renda variável aquele capital que você irá precisar no curto prazo. Evite empenhar toda sua economia e de seus familiares e esteja preparado para perder, pois o mercado é o que ele é, não é o que você quer que ele seja ou o que você está precisando que ele seja.

“Toda ideia revolucionária provoca três estágios:’
1. ‘é impossível – não perderei meu tempo.’
2. ‘é possível mas não vale o esforço.’
3. ‘eu sempre disse que era uma boa ideia”.

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