Em Quais Ativos Investir?

As operações nas Bolsas de Valores podem ser à Vista e a Futuro, sendo que as operações no Mercado Futuro estão segmentadas em três tipos: Mercado a Termo, Mercado Futuro e Mercado de Opções.

À vista: Mercado no qual os negócios são realizados com o objetivo de se efetuar uma compra e/ou uma venda imediata de um ativo real (ex: mercadoria, ações) ou financeiro (ex: índices, indicadores, taxas e moedas), com liquidação física e financeira logo após a realização do negócio, também chamado de disponível, pronto ou “spot”.

Este mercado caracteriza-se por ter os preços dos ativos com cotação atual e pelo fato das operações serem liquidadas em três dias. São negócios com ativos, títulos e valores mobiliários que se liquidam à vista. A liquidação física (entrega de títulos vendidos) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em bolsa e a liquidação financeira (pagamento e recebimento do valor da operação) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, e somente mediante a efetiva liquidação física. A liquidação física e financeira é processada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC.

Operação “Day Trade” no Mercado à Vista

Não há prazo mínimo nem máximo para se manter uma ação. Se desejar, você pode vender a ação no mesmo dia em que a comprou, realizando um day trade. É uma operação de compra e venda (apostando na alta do ativo) ou venda e compra (apostando na baixa do ativo) de uma mesma quantidade de ativos, realizada no mesmo dia pelo mesmo investidor, através da mesma corretora e liquidada pelo mesmo agente de compensação.

Esta operação será liquidada financeiramente por saldos em “D+3”. Se o investidor vendeu ações de uma empresa “X” em um determinado dia por um preço superior ao de sua compra, também realizada no mesmo dia, ele receberá um crédito em “D+3” na compensação financeira referente ao saldo positivo da operação.

Se o investidor vendeu ações de uma empresa “X” em um determinado dia por um preço inferior ao de sua compra, também realizada no mesmo dia, ele terá que pagar o prejuízo da operação em “D+3” sofrendo um débito na compensação financeira.

“O dinheiro perdido com especulações em si é muito pequeno quando comparado às quantias gigantescas perdidas pelos assim-chamados “investidores  de longo prazo”, os quais deixaram seus “investimentos” de lado”.

Jesse Livermore

Derivativos: São ativos financeiros cujo valor resulta (deriva), integral ou parcialmente, do valor de outro ativo financeiro ou mercadoria negociada no mercado à vista, em relação ao seu preço futuro. Podem ser caracterizados como contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e de venda, operações de swaps, entre outros.

São mercados nos quais são negociados contratos referenciados em um ativo real (ex: mercadoria e ações) ou financeiro (ex: índices, indicadores, taxas e moedas), com vencimento e liquidação, financeira e física, estabelecidos para uma data futura e por um preço determinado. O que se busca nos mercados derivativos é a transferência dos riscos de preço inerentes à atividade econômica entre os seus participantes.

Assim, os mercados de derivativos viabilizam aos agentes produtores e comerciantes a realizarem operações que possam protegê-los do risco de preço das suas posições detidas no mercado à vista (hedge). Os mercados derivativos abrangem as modalidades mercado a termo, mercado futuro e mercado de opções, os quais serão detalhados em artigos separados.

No caso do mercado de ações são os mercados a termo e de opções. Em ambos se estabelece “hoje” as condições em que será efetuada a finalização da operação, a qual irá ocorrer em uma data futura. Uma das razões de um produto/mercado ser denominado de derivativo é o fato de sua existência e a formação do seu preço estarem vinculados ao grau de risco e às diferentes expectativas quanto ao comportamento futuro de um outro produto/mercado.

A combinação de uma operação no mercado à vista e outra em um mercado a prazo – termo, futuro e opções, possibilita montar uma série de estratégias, tanto conservadoras como especulativas, dependendo do quanto o investidor pretende obter de retorno e ao risco que está disposto a expor seu capital.

Alavancagem no mercado de derivativos

Alavancagem é a operação que permite assumir grandes posições ou negócios com pouco capital próprio investido (operações em margem). A posição “alavancada” normalmente está associada a um risco maior, pois existe a probabilidade de perda superior ao patrimônio investido – o chamado risco de patrimônio líquido negativo.

Mais do que qualquer outra aplicação, as operações de compra ou de venda de derivativos tendem a produzir resultados, em cada período, que são várias vezes maiores em relação aos valores de referência das operações (basicamente a margem inicial depositada) do que as variações sofridas pelos preços dos ativos nos quais estão referenciados. Tais variações podem atuar nos dois sentidos, tanto no de valorização, quanto no de desvalorização do ativo, podendo ensejar que as operações resultem tanto em lucro quanto em prejuízo.

Portanto, é compreensível que essa proporção que gera a alavancagem seja inversamente proporcional à margem exigida: quanto menor a margem, maior o potencial de alavancagem numa dada operação. Conseqüentemente, as variações relativas substanciais geram um alto potencial de volatilidade nas posições com derivativos, tanto para cima quanto para baixo (ganhos com altas de preços e perdas com quedas de preços no caso de posições compradas; ganhos com quedas de preços e perdas com altas de preços no caso de posições vendidas).

A possibilidade de obter retornos mais altos exige a disposição de assumir riscos maiores. A elevada volatilidade dos mercados derivativos mostra claramente que as operações envolvem risco muito maior do que o de operações no mercado à vista do ativo objeto de um derivativo. Não é incomum o preço de uma opção valorizar 200% num dia em função de uma valorização de 3% do ativo objeto, ou seja, a ação da qual a opção deriva. Porém, também não é incomum seu preço se desvalorizar 80% num dia em função de uma desvalorização de 3% do ativo objeto.

Em razão disso, para operar no mercado de derivativos recomenda-se um prévio estudo de suas regras, da exposição aos riscos e de suas estratégias. Operações no mercado de ações juntamente com estratégias no mercado de derivativos produzem no longo prazo uma rentabilidade adicional para o investidor que supera a valorização isolada da ação e minimizam o risco em ambos os mercados. Derivativos também podem ser utilizados para proteger uma posição vendida no mercado à vista (hedge), todas essas estratégias serão explicadas em artigos futuros.

Executada a ordem de compra/venda de um ativo ocorre a liquidação física e financeira, processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido dentro do calendário específico estabelecido pela bolsa para cada mercado. A liquidação pode ser física, onde ocorre efetivamente a entrega do bem no qual o contrato estava referenciado, ou financeira, feita por diferença de preços.

“Todos os dias um esperto e um otário enviam ordens. Essas boletas vão se encontrar”.

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